terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sua vida tem muito valor.......




Às vezes, nos aproximamos tanto de uma situação, que ficamos impossibilitados de enxergar o valor dela. Um emprego, um relacionamento, um negócio, um produto, um estilo de vida, seja o que for: o costume pode levar ao descaso. Mais objetivamente, o costume pode levar à complacência e à ignorância.
Se somos casados há algum tempo, nos acostumamos a pensar que conhecemos tudo sobre nosso par. E raramente fazemos um esforço para tentar conhecê-lo melhor.
Se alguma coisa perturba, normalmente tentamos nos livrar dela. Mas se nos afastamos e olhamos com objetividade os diversos componentes da situação, podemos acabar achando aquele pequeno detalhe que é a causa de todo o problema.
Não é sensato jogar fora os noventa e cinco por cento que têm valor, para se livrar dos cinco por cento que causam problemas.
Sua vida tem muito valor. Porém, esse valor é tão parte de você que, muitas vezes, é difícil que você o perceba. Tome um pouco de distância e olhe com atenção. Claro que existem partes que precisam ser trabalhadas, mas você terá uma grata surpresa com todas as coisas boas que vai ver.
Desconheço a autoria.





segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A carência parece nos consumir em....




Não importa se está solteiro ou casado. Não importa sem tem muitos ou poucos amigos. Nem tampouco se é introvertido ou extrovertido. A síndrome da solidão não tem a ver com convites para festas e baladas ou a ausência deles.
Justamente num tempo em que o mundo está cada vez mais globalizado, em que as facilidades para os encontros são inúmeras e de diversas formas, parece que a maioria das pessoas está, cada uma no seu grau, sofrendo de solidão.
A carência parece nos consumir em desejos que inexplicavelmente não se realizam e numa saudade que a gente nem sabe de que, de onde ou de quem. Buscamos o outro sem encontrá-lo, ainda que vivamos um sem número de relações. Este outro, tão esperado, parece nunca chegar. Ou melhor, às vezes parece nem existir.
O velho e bom carteiro continua passando todos os dias. Temos telefone, fax e computador. Dentro dele, os e-mails, as salas de bate-papo, os sites de encontros, o facebook, orkut, o gazzag, o multiply e o msn. Temos também blogs, fotologs e skype. Instalamos câmera, microfone e colecionamos uma lista interminável de amigos (alguns que a gente nem sabe quem são... mas vale mantê-los porque nos dão a sensação de estar junto). Tudo para tentar aplacar este eco interior. Qualquer coisa que preencha o vazio, o abismo que insiste em nos separar de alguém que já fomos um dia ou - pior! - que gostaríamos de ser, mas não sabemos como construir, enfim, a ponte.
Creio que este seja o primeiro passo. Precisamos aprender a construir pontes. Pontes que nos levem até onde desejamos chegar, especialmente do outro lado de nós mesmos.
Estamos sempre do lado de fora, procurando, olhando, observando, acusando, apontando, amando, desejando, rindo e chorando... sempre do lado de fora... Basta uma conversa, uma situação, um encontro e lá estamos nós falando do que o outro fez, do que o outro disse, de como o outro nos faz sentir. Basta uma nova paixão ou uma velha briga com quem já está ao nosso lado para encontrarmos todas as justificativas no outro.
Não temos as pontes, as benditas pontes... Caramba! Nem tentamos construí-las. Simplesmente nos acomodamos com as facilidades dos encontros sem laços com o outro sem nos darmos conta de que o único encontro necessário não tem acontecido há anos, há muito, muito tempo! E, assim, muitos estão morrendo, ou melhor, se matando de solidão no meio da multidão.
Paradoxal? Lamentável? Pode até ser! Mas as saídas existem, eu tenho certeza! Você pode encontrar a sua. Eu posso encontrar a minha. Só que, definitivamente, tem que ser dentro e não fora!!!
Temos confundido liberdade e amor-próprio com egoísmo e individualismo. Olhamos constantemente para o outro, mas não conseguimos vê-lo verdadeiramente porque somente poderemos enxergar alguém - quem quer que seja - depois de termos nos enxergado. Falta nos responsabilizarmos. Falta parar com essa mania desgraçada de acreditar que o outro é o causador dos fatos em nossa vida.
E assim, quando finalmente começarmos a olhar para tudo o que nos acontece com um pouco mais de propriedade, estou certa de que a solidão diminuirá consideravelmente, porque permitiremos a aproximação das pessoas sem tantas ressalvas e compreenderemos que somos todos um e que, sozinhos, fechados em nossa concha pessoal, não somos ninguém, nossa existência perde qualquer sentido. Não faz link, não tem significado nem importância, porque perdemos a chance preciosa de compartilhar nosso coração.
Sugiro que você aposte mais na delícia dos encontros, mas comece hoje, agora, a construir pontes pelas quais você possa passar, atravessar o abismo que sente aí dentro. Porque do outro lado, está certamente a sua imensa capacidade de mudar qualquer situação para melhor. E que esta mudança inclua a humildade que requer a convivência, para definitivamente conseguir sentir bem mais amor e bem menos solidão.
By Rosana Braga.




Estória velha....mas agora em filme !








Estória velha....mas agora em filme !



http://www.youtube.com/watch?v=jYekI9j-HE4&feature=youtu.be











domingo, 3 de fevereiro de 2013

Parachoques....

 
 
 
 
 
 
 
Quer dizer:
...do tempo em que os caminhoneiros podiam escrever frases nos parachoques dos seus caminhões,
antes que o governo (DNER, DNIT, ANTT, PRF e mais uma dúzia de orgãos) os obrigaram a pintar
de preto e amarelo, e escrever apenas "Mantenha distância"...
 
 
 
1  -  Já cheirei coca. É igual a pepsi...
2  -  Ladrão que rouba ladrão vive em Brasília3  -  Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer em Paris
4  -  As mulheres perdidas são as mais procuradas
5  -  Como é difícil se livrar de uma mulher fácil
6  -  Adoro as rosas, mas prefiro as trepadeiras
7  -  Enquanto não encontro a mulher certa... me divirto com as erradas
8  -  LULA é meu pastor... por isto estou pastando9  -  Mais vale chegar atrasado neste mundo, que adiantado no outro
10 - Melancia grande e mulher muito boa, ninguém come sozinho
11 - Na vida, tirando o motorista e o cobrador, o resto é tudo passageiro
12 - Não roube! O governo detesta concorrência
13 - Antes sonhava. Hoje, não durmo...
14 - Qual o problema do Lula beber, afinal ele não sabe dirigir nada mesmo 15 - Eu queria ser pobre um dia, porque ser pobre todo dia  é duro.
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O que acontecerá quando você se encontrar consigo mesmo?




Se você ainda não se encontrou em lugar algum, isso não causa nenhum espanto. Acontece com a maioria das pessoas. Tem gente que se sente tão distante de si mesma, que se pergunta com extrema preocupação:
- "Para um pouco, cara, e me diga: onde você está?!"
Conheci uma pessoa muito complicada, metida em tamanha confusão mental que, depois de muito examinar-se, indagou a si mesma:
- "Ei, tem alguém aí dentro?"
Mas, então, eu pergunto:
- "O que acontecerá quando você se encontrar consigo mesmo?"
- "Terá agradável surpresa ou tremenda decepção?"
- "Vai gostar de se ver no seu espelho interno ou tentará quebrar o espelho?"
Há pessoas que têm o mau hábito de avaliar-se pelos pequenos erros e fracassos cotidianos. Uma contrariedade daqui, um imprevisto dali e o indivíduo acaba somando tudo e achando que a vida está pior que briga de foice.
Agir assim é o mesmo que dizer que o oceano são aquelas gotas que se perdem nas areias da praia a cada movimento da maré. Esses viventes não olham a dimensão majestosa e incomensurável do oceano, mas a insignificância da espuma que morre na praia.
Medir-se pela casca, e não pelo cerne, é a causa de tantos desgostos e desânimos, porque a casca, por ser exterior, pode ser machucada, cortada, sujada, pichada. Pode. Mas o que importa é o cerne. Não é a casca que faz a árvore, mas o cerne. A casca tem contato com o mundo exterior e está sujeita a ele; o cerne não.
Se você vive a vida apenas da casca, sofrerá os efeitos dos embates exteriores. Se centrar sua vida no cerne, como deve ser, nada abaterá sua verdadeira vitalidade, pois ele é a essência. E a essência é a divindade imanente. O cerne é sua realidade intrínseca.
O oceano é a sua dimensão interior. Sua vida não é a roupa que você veste. Quando ocorrem situações desagradáveis, lembre que, por enquanto, foi atingida apenas a casca, a roupa, o exterior.
O cerne começa a ser corroído no momento em que você interioriza essas situações, transformando-as em focos emocionais negativos. Você pode não ser a causa primeira das situações, mas sempre será a causa primeira da interiorização.
Somente afeta a sua vida o que for interiorizado e da maneira como for interiorizado, tanto as coisas negativas quanto as positivas.
A interiorização negativa gera sofrimentos, tristeza, raivas, depressão, enfermidades. A interiorização positiva fortalece a vida, produz energias benéficas, causa bem-estar, levanta o astral e revigora a autoestima.
Cuide do seu mundo interior e ele cuidará do seu mundo exterior.
By Lauro Trevisan.




Engula o choro, presidente......


 



Engula o choro, presidente.

Engula o choro ao falar da tragédia de Santa Maria.

Engula o choro e todos os problemas desse país que nele estão escancarados.

Engula que o medo do segurança de ser demitido neste país é maior do que sua consciência de deixar as pessoas saírem sem pagarem suas contas para não morrerem.

Engula a soberba dos donos de empresa desta nação que não estão nada preocupados com pessoas como eu e até mesmo como a senhora porque estão focados demais em lucrar, e preferem fechar as portas como numa câmara de gás a ter prejuízos.

Engula a pressão que todos os seus funcionários sentem todos os dias.

Engula que para arcar com seus altíssimos impostos, todos eles dão um jeitinho bem brasileiro de se desviar dos regulamentos e leis.

Engula que os órgãos responsáveis por evitar que isso aconteça não funcionam.

Engula que eles deixaram essa, entre tantas e tantas casas mais, funcionar sem licença.

Engula que provavelmente alguém que também ganha pouquíssimo aceitou um suborno para que isso acontecesse.

Engula que a senhora deu "é" sorte por ser apenas essa casa entre todos os tantos lugares que deveriam estar fechados, que caiu na boca da mídia.

Engula a mídia que vai atacar com todo o sensacionalismo possível em cima das famílias que estão procurando celulares em cima de corpos para reconhecer seus filhos.

Engula as operadoras que não funcionam e que provavelmente impediram uma série de vítimas a pedirem socorro.

Engula que o socorro que chega para se enfiar em lugares como este, pegando fogo, cheio de corpos de jovens para serem resgatados, recebe um salário vergonhoso, com descontos ainda mais vergonhosos, e ainda assim executam um trabalho triste e digno antes de voltarem para a casa e agradecerem por seus próprios estarem dormindo.

Não, presidente.

Não chore ao falar da tragédia.

Faça! Faça alguma coisa. E pare de nos dar como exemplos uma série de catástrofes para tomar medidas idiotas que não valerão de nada alguns meses depois. Não se emocione.

Acione! Acione a todos os órgãos públicos, faça uma limpa em sua maldita corrupção e devolva à segurança pública, às instituições sérias, aos professores, aos bombeiros, aos enfermeiros, aos seguranças, aos jovens, o mínimo de dignidade.

Não faça um discurso. Mude o percurso. Mude tudo porque estamos cansados de ver nossos iguais pegando fogo, morrendo afogados, morrendo nas filas, morrendo no crack, morrendo, morrendo, morrendo, e tendo como última imagem aquela tv aos fundos anunciando o fim de mais uma bilionária obra de estádio de futebol.

Não, presidente.

Desculpe, mas na minha frente, a senhora não pode chorar.

Não pode chorar sua culpa.

Não pode chorar sua inércia.

Não pode chorar no Chile, mas também não pode chorar em Santa Maria.

Porque isso é muito maior do que só um acidente. Isso é muito maior do que só sua comoção.

Engula o seu choro, presidente.

O seu, o dos jovens que perceberam que não teriam mais o que fazer que não morrer, e em especial, o de seus amigos e familiares, que em um país como esse, não têm outra opção que não chorar.

Engula o choro, presidente."

Por Marcella Martins