1995 – CONVERSA LONGA EM JAPONÊS
Fernando
Na época já estava casado há 23 anos. Como nunca tive interesse em aprender japonês, o meu vocabulário não passava de 30 palavras.
Eu estava com a Marie trabalhando no Japão. Na mesma firma tinham outros “brasileiros” e quase todos falavam bem japonês.
Um dia na porta do supermercado havia um japonês velho. Ele começou a falar comigo. Maior “papo”... Velho, quando acha alguém que o escuta, fica todo feliz. Acho que ele também não tinha visão muito boa.
De longe, uma turma de “brasileiros” me viu “falando” com o velho. Entram no supermercado e na saída eu ainda estava conversando.
De volta ao alojamento eles perguntaram se eu falava japonês e respondi: - Nadinha.
Mas então, vimos você no maior papo por mais de 10 minutos.
Verdade. É só uma questão de saber onde encaixar palavras “chave” durante a “conversa”.
Hai = sim
iie = não
Ã-SÔ = + ou - = ah é? (legal? – puxa!) variando a entonação dá para usar muito.
Nani = o que?
Eiitô = para espanto; para muito espanto vale coçar o topo da cabeça enquanto fala eiitô ! E para MUITO espanto você ainda chupa ar para dentro da boca e fala eiiitô!!!! Seria o vixiiii do nordestino.
O importante é estar olho-no-olho com quem fala; cada pausa que ele dá você chuta uma das palavras acima. Com tempo se pega a prática.
O que foi que o velho falou ?
E eu sei lá ??????????????
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