O DIA LONGO
Fernando
1972. Sai da Braniff e fui trabalhar no Sheraton. Perguntei para a Sheraton se não podia aproveitar uma última viagem de cortesia como funcionário da Braniff. Concordaram e até acharam bom, pois poderia conhecer uns hotéis da rede.
Foi nossa segunda lua-de-mel; agora muito melhor, pois tínhamos não só passagens aéreas voando primeira classe, como também hotéis grátis!
A Japan Airlines tinha um vôo novo de Tokyo para Londres via Moscou. Um dia antes liguei para reservas JAL para saber como estava o vôo para não pagantes. Vazio, sem problemas, foi a resposta. O vôo saia às sete horas. Tivemos que acordar às quatro, tomar café no quarto, fazer o “check out” e ir para o aeroporto, longe do centro. Quando fui fazer o “check in” o funcionário da JAL perguntou sobre o meu visto para Rússia. - Visto? Vou para Londres! A norma da JAL para não pagantes era que precisava de visto, pois “se” na escala de Moscou para Londres tivesse algum problema técnico tínhamos que ter um visto para desembarcar.
O próximo vôo para Londres era às treze horas, via Honolulu, São Francisco, Nova Iorque e Londres. Deixamos as malas no aeroporto. Voltamos para Tokyo e ao meio dia estávamos novamente fazendo “check in”. Fomos informados que o trecho São Francisco – Nova Iorque tinha sido cancelado! Égua!
O próximo vôo, via Anchorage para Nova Iorque, saia às dezessete horas mas era quase impossível fazer a conexão em New York. O vôo chegava às quinze horas e o outro vôo saia vinte e cinco minutos depois.
Concordamos, pois de Nova Iorque eu também tinha bilhete para voltar para o Brasil. Falei para a Marie que Londres ficaria para outra ocasião.
Quem voa do oriente para o ocidente tem vento de calda que se for forte encurta o tempo de vôo.
Chegamos em New York uns 55 minutos adiantados.
Ai ficamos uns quarenta minutos dando as voltas e mais voltas para descer. Falei, para Marie: - Londres já era! A demora para descer foi por causa de uma tempestade em Nova Iorque e que a tripulação do vôo para Londres também estava atrasada! Deu para pagar o vôo. A esta altura do campeonato já estávamos viajando há umas trinta horas desde a saída do Hotel em Tokyo.
Chegamos no “The Churchill”, muito VIP e chique, em Londres. Na ocasião também se hospedavam os “Jackson Five”. Não vimos o M.J. mas sim, muitos fãs.
Como o hotel estava me esperando como o VIP do Sheraton do Brazil, o assistente do gerente fez questão de nos levar até a nossa suíte. Ia contando tudo sobre o hotel. Marie eu mortos de cansaço, finalmente caímos na cama e dormimos como pedras! Claro que às três da manhã os dois já estavam acordados! Cadê o sono? Tinha ficado em Nova Iorque.
Saímos de manhã para fazer um pequeno “tour”. Depois do almoço fomos ver o museu de cera da Madame Tussaud.
Depois, quase do lado, fomos no famoso Planetário de Londres. Assim que a sala escureceu e as primeiras estrelas começaram a surgir, a Marie e eu caímos no maior sono... ZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzz ...
Fomos acordados por um funcionário. Pagamos caro e não vimos nada!
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