1985 – DHL – SALVADOR, BAHIA.
Fernando
Completei um ano de trabalho na DHL.
Uma noite a minha irmã, Irene, me ligou de Fortaleza para perguntar se estaria interessado em comprar um restaurante em Fortaleza, a “Casa Amazonas”, que já foi cliente minha quando eu tinha cozinha industrial.
Depois de umas consultas resolvi comprar.
Liguei para o Mike Cânon, presidente da DHL e expliquei a circunstância. Ele entendeu que seria algo bom para mim. Falou que estava triste por perder um bom funcionário e amigo.
O Mike perguntou como iria para Fortaleza. Falei que provavelmente de avião. Ele disse que a DHL pagaria as passagens. Aí perguntou sobre os móveis. Falei que venderia alguma coisa e levaria o resto para Fortaleza. Ele falou que a DHL pagaria o transporte de tudo, até o carro. Legal e obrigado. Ele disse que como fiz um belo trabalho de abertura de mercado e estava deixando uma DHL bem montada com bastante clientes , seria um prazer fazerem isto por mim.
A Marie e a Tina foram na frente. Eu ainda fiquei em Salvador para passar a filial para o novo gerente. Se bem que a minha secretaria seria capaz de fazer isso. Por sinal, ela, um tempo depois, virou Gerente de Salvador.
Passado três ou quatro meses, uma noite o telefone tocou. Era o Mike Cânon. Queria saber como estava e pergunto se podia lhe fazer um “favor”.
- Claro, quantos quilos, perguntei.
- Quilos?
- Não é lagosta que você quer? Geralmente os amigos do sul pedem para mandar lagosta.
- Não.
Ele queria que eu abrisse a DHL Fortaleza.
Falei para ele que não poderia trabalhar como gerente da DHL por um longo tempo. Ele pediu para eu abrir a DHL e trabalhar seis meses. Os mais difíceis. Concordei. Levou quase um ano para chegar o novo gerente, um rapaz de Pelotas, Rio Grande do Sul.
Ou seja, ele já tinha segundas intenções quando me presenteou na saída de Salvador!
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